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segunda-feira, 9 de março de 2009

EDP toma posse administrativa dos terrenos para avançar com a barragem do Sabor

Foto: Luís Efigénio (arquivo)

A barragem, pronta em 2013, vai inundar cerca de 3 mil hectares

09.03.2009
Pedro Garcias

O Ministério do Ambiente declarou a utilidade pública da expropriação de 516 parcelas de terreno no concelho de Moncorvo que estavam a impedir o início das obras do aproveitamento hidroeléctrico do Baixo Sabor. Com esta decisão, publicada em Diário da República na passada sexta-feira, a EDP tomou posse administrativa sobre aquelas parcelas, numa altura em que ainda mantinha negociações com alguns dos proprietários. Os terrenos agora expropriados situam-se nas freguesias de Torre de Moncorvo, Adeganha, Cardanha e Larinho.
O aproveitamento, que terá duas barragens e que se prevê fique concluído em 2013, vai inundar cerca de 3 mil hectares de terreno, uma parte de grande valor agrícola. Algumas quintas vão ser submersas e os proprietários de duas delas, por sinal as maiores, a Quinta da Portela e a Quinta das Laranjeiras, não concordavam com os preços propostos pela EDP. Com a expropriação dos terrenos, a EDP fica com outro poder negocial, pois caberá aos proprietários fazer prova em tribunal que os terrenos valem mais do que está a ser oferecido.A empresa já tinha conseguido negociar a aquisição da maioria dos terrenos, para os quais destinou 7, 6 milhões de euros. Mas, sem a declaração de utilidade pública, não poderia avançar, até porque as quintas que mais se opõem são as que influenciam mais directamente a obra. Na Quinta da Portela, além da submersão de uma grande parte dos 69 hectares da propriedade, a EDP tenciona instalar o estaleiro para o contra-embalse numa vinha de Touriga Nacional. Joaquim Morais Vaz, o proprietário, sustenta que havia outras localizações possíveis e lamenta a forma como a EDP tem negociado. “Aos pequenos proprietários, têm pago bem, mas às quintas maiores oferece valores muito baixos”, queixa-se.
O processo de negociação já se arrasta há mais de um ano e, em 28 de Julho passado, quando o número de acordos ainda era diminuto, o Conselho de Administração da EDP-Gestão da Produção de Energia, S.A, decidiu pedir a declaração de utilidade pública dos terrenos. A luz verde do Ministério do Ambiente chegou agora. Sem processos pendentes no Tribunal, a obra pode agora, finalmente, arrancar.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Solar: Junta de Freguesia em Viana do Castelo vende energia à EDP por 2000 euros por mês

03.03.2009 Lusa

A Junta de Freguesia de Deão, Viana do Castelo, prepara-se para começar a vender energia eléctrica à EDP, graças à instalação de três conjuntos de painéis solares em espaços públicos da freguesia, anunciou hoje o autarca local.
Idalino Pereira, eleito pelo PSD, disse que a Junta conta facturar, por mês, cerca de 2000 euros pela venda de energia à EDP.
"Se a este montante juntarmos o que iremos poupar em gás e energia eléctrica, podemos dizer que, mensalmente, com esta aposta, a Junta tem um benefício de 3000 euros", acrescentou.
A Junta de Deão instalou três conjuntos de painéis térmicos e fotovoltaicos em outros tantos espaços públicos da freguesia, designadamente o cemitério, a cantina escolar e o pavilhão desportivo.
"É uma espécie de dois em um: ficamos com água quente para estes espaços e equipamentos e produzimos energia para vender. Pode dizer-se que são só vantagens", disse ainda Idalino Pereira.
O painel mais potente e caro foi instalado no pavilhão desportivo, que é precisamente onde se gastava mais gás para aquecer a água para banhos.
Para o presidente da Junta de Deão, a grande dificuldade esteve em conseguir "seduzir" a banca para este projecto, que significa um investimento de cem mil euros. "Desde Outubro que andávamos a trabalhar na banca, para conseguir um contrato de leasing. Contactámos quatro bancos, alguns dos quais exibiam mesmo publicidade incentivando a aposta nos painéis solares mas, quando nós lá fomos tentar o contrato, demonstraram que desconheciam por completo o assunto", queixou-se o autarca.
Só muito recentemente é que a Junta de Deão conseguiu o leasing por cinco anos, tendo entretanto também já sido cumpridos os restantes trâmites exigidos por lei para começar a vender energia.
"Podemos dizer que somos uma freguesia 'muito à frente' nesta matéria, porque neste momento já temos três particulares a vender energia à EDP e há outros pedidos à espera de luz verde", rematou Idalino Pereira.