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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Fórum Social Mundial 2009: Índios denunciam mortes

Índios denunciam mortes
Em 10 ou 20 anos, cinco tribos indígenas podem estar dizimadas. Os seus caciques improvisaram ontem um protesto invadindo o centro de imprensa

Quinze por cento das crianças das tribos Marubo, Mayorma, Matis, Kanamary e Kulina, no estado do Pará estão infectadas com hepatite B e esta percentagem sobe para 85 por cento, no caso de adultos dos 13 aos 40 anos. Na passada quinta-feira, Edilson Kanamary morreu de hepatite delta. Em 2008, houve seis mortes por este tipo de hepatite, mas também por sarampo e malária, numa população de 3700 indivíduos das cinco etnias. E os caciques, chefes das aldeias, temem que dentro de 10 ou 20 anos as suas famílias possam estar dizimadas.
Por tudo isto, um grupo de índios, com trajes tradicionais e setas empunhadas, invadiu ontem o centro de imprensa do Fórum Social Mundial (FSM), promovendo ali uma conferência de imprensa improvisada, para denunciar estas mortes no vale amazónico de Javari, nas fronteiras do Brasil, Colômbia e Peru.
Para estes representantes, a Funasa – Fundação Nacional de Saúde, uma instituição do Ministério da Saúde brasileiro para promover e proteger "a saúde dos povos indígenas" não faz nada. Estão sem receber medicamentos e arcas frigoríficas para os manterem. "A Funasa não está a tratar, tem de ter posto de saúde, médico, dentista, me preocupa muito", disse um cacique marubo.

Mais de um milhar passou pelo stand da Consolata
Já se começa a fazer o balanço. O movimento no fórum diminuiu talvez por causa da chuva ou porque se aproxima o fim. Embora cansados, os jovens não desarmam

A um dia do encerramento do Fórum Social Mundial 2009, já se nota uma diminuição do número de participantes a circular pelos espaços do fórum. As avenidas não estão tão repletas, até porque a chuva foi caindo de mansinho durante o penúltimo dia. Por outro lado, os movimentos e organizações intensificaram as suas manifestações.O stand da Consolata suscitou muito interesse e foram mais de um milhar de pessoas a pedir literatura e a conversar com missionários e missionárias sobre as actividades que desenvolvem nas missões, designadamente sobre os projectos apresentados no fórum: o projecto da água em Mokululu, no Quénia, a luta dos povos indígenas da Raposa Serra do Sol, de Roraima, Brasil, o Centro de Cultura Makua, em Moçambique, e o projecto da tribo Nasa, na Colômbia.No campus da Universidade Federal Agrária, é visível o dinamismo dos jovens, apesar do cansaço. São às centenas as tendas montadas no meio da relva encharcada de água e lama. Por todo o lado há cordas, esticadas entre duas árvores, carregadas de roupa ensopada de água. A 1 de Fevereiro termina o fórum. Estão preparados os últimos debates e comunicações. No final esperam-se as conclusões. E a festa chega ao fim. Valeu a pena, não obstante alguma desorganização e o incómodo do calor e da chuva.

«A prática é mais transformadora que a teoria»
Boaventura de Sousa Santos
é um português que arrasta pequenas multidões no Fórum. Para defender que é preciso "actuar hoje, amanhã pode ser tarde"

"Há uma necessidade de urgência de actuar hoje, porque amanhã pode ser tarde demais", alertou ontem o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, numa das suas intervenções no Fórum Social Mundial, em Belém do Pará.
Perante umas três centenas de pessoas, muitas em pé e fora da tenda onde decorria o debate sobre "Diversidades e mudanças civilizacionais – a utopia do século XXI?", Sousa Santos defendeu a necessidade de combater "o nosso inimigo interno, a cabeça". Segundo o sociólogo, "a prática é mais transformadora que a teoria, a teoria tem de ir atrás", uma sugestão que motivou fortes aplausos, de uma assistência rendida desde o primeiro minuto.
Boaventura de Sousa Santos entende que "as utopias constroem-se no concreto" e que os movimentos progressistas devem adoptar "as línguas que não sejam colonialistas". Mas para concretizar estas utopias, o caminho tem de ser mais realista. "Antes tínhamos um instrumento, a revolução. Esse modelo falhou, fez mudanças rápidas, mas não fez a mudança civilizacional." E o Fórum tem de tornar mais visíveis as suas propostas, para que o mundo as conheça, defendeu.

Fonte Informativa: FÁTIMA MISSIONÁRIA 31-01-2009



Informação recebida de César Salazar Pimenta (Belém do Pará - PA) e CL Maria Teresa Correia (Viseu - PT)

Fórum Social Mundial 2009: Seis dias por um outro mundo


Hoje é a grande caminhada em Belém, a abertura do evento que diz que "um outro mundo é possível"
Arranca esta terça-feira o Fórum Social Mundial (FSM) na capital do Estado brasileiro do Pará. Belém apresenta-se como o "território do FSM" e como tal é hoje palco da abertura com uma grande caminhada que arranca do Cais do Porto, local vivo da cidade, até à Praça do Operário. Serão 100 mil participantes convidados a participarem com "suas cores e símbolos", marcando a chegada do FSM de terras de África à Amazónia.
Cada dia é tempo de celebrar diferentes motivos: a 28, primeiro dia para as mais de 2400 actividades previstas, a Pan-Amazónia é debatida sob os 11 objectivos a que se propõe o FSM – e entre estes um conjunto deles que entroncam na actual crise mundial, como o "acesso universal e sustentável dos bens comuns da humanidade e da natureza" ou o "cancelamento da dívida externa dos países mais desfavorecidos".
No final, domingo, 1 de Fevereiro, é o dia das alianças. No fundo, traduzir as convergências possíveis entre os milhares de participantes e organizações sociais presentes. Num primeiro momento, diferentes assembleias sectoriais entre "redes com temas e lutas afins" definirão "propostas concretas sobre as campanhas, manifestações ou qualquer outra actividade". Depois, num segundo momento, tem lugar um grande evento, a "assembleia das assembleias", para apresentar os resultados finais. Porque, acreditam os promotores e participantes deste FSM, "outro mundo é possível".

Fonte Informativa: FÁTIMA MISSIONÁRIA 27-01-2009

NOTA: Amanhã, 01 de Fevereiro é dia das alianças

Informação recebida de César Salazar Pimenta (Belém do Pará - PA) e CL Maria Teresa Correia (Viseu - PT)

Fórum Social Mundial 2009: Jovens animam fórum

Hoje dia 31/01/2009... as "minhas e de Pimenta"

Manifestam-se, participam nos debates, estão à frente dos stands, aparecem por todo o lado, animando o ambiente com seus cantos e danças "Está tudo muito caro", explica o Luís que veio de Manaus. Referia-se aos comes e bebes, mas também ao comércio que prolifera um pouco por todo lado nos recintos do fórum. "Já a viagem é cara e difícil", acrescenta. De Manaus a Belém ou vem-se de barco e "demora quatro ou cinco dias", ou então de avião. "E a passagem é cara". O Luís, que estuda antropologia, participa pela primeira vez no fórum. "Há uma grande desorganização", comenta. De opinião contrária é Ariana, uma jovem de Belém, que ensina sociologia na universidade: "Está tudo legal". Sentada com duas amigas na grande tenda de Cuba, que celebra 50 anos de revolução, Ariana fala com entusiasmo do fórum, da sua Belém, da Amazónia.
Ariana e as suas amigas estão desligadas do discurso que as mulheres cubanas vão proferindo. Com elevados níveis de decibéis tecem elogios à revolução cubana, aos êxitos conseguidos pelas mulheres do seu país. Uma marcha de jovens passa em frente da tenda, param e ovacionam Fidel Castro. Em seguida partem cantando e gritando slogans.

Fonte Informativa: (FÁTIMA MISSIONÁRIA) 31-01-2009
Informação recebida de César Salazar Pimenta (Belém do Pará - PA) e CL Maria Teresa Correia (Viseu - PT)

sábado, 31 de janeiro de 2009

Fórum Social Mundial 2009

Informação recebida de César Salazar Pimenta (Belém do Pará - PA) e CL Maria Teresa Correia (Viseu - PT)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Defesa da Floresta - Mensagem da CL Maria Teresa Correia - D115CN - PORTUGAL

Estimados Amigos e Companheiros:

O mundo está cada vez mais a ter consciência da necessidade de uma atitude pró-activa a favor do meio ambiente.
É no Árctico com a necessidade de travar o degelo e preservar as espécies marinhas, é no Amazonas no sentido de preservar aquele grande pulmão mundial, é em África para travar a seca, é na Ásia para preservar as populações dos caudais dos rios e da força das monções, é em Portugal para colmatar a devastação dos incêndios, …

Os Lions estão solidários em todo o mundo para preservar o meio ambiente e conseguir aliados nesta luta, nem sempre compreendida e nem sempre fácil.

Que o diga a ex-Ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, que num gesto corajoso de denúncia não quis pactuar com mais atentados que punham em causa a sustentabilidade da vida brasileira e de que dá nota este email que generosamente me foi enviado do Brasil e que com muito gosto vos reenvio.

Nós Lions Portugueses, nós Lions do Centro-Norte, estamos solidários com esta necessidade de fazer ouvir a nossa voz e de ter uma atitude que vá melhorar o meio ambiente no nosso País.

Como responsável da Assessoria do "Vamos Reflorestar Portugal", venho uma vez mais apelar à nossa consciência cívica de cidadãos responsáveis para que contribuam ainda este ano lionístico, se possível, para defender a nossa floresta, criando sinergias para reflorestar tantas zonas áridas deixadas pela força devastadora dos incêndios que flagelaram o nosso património florestal.

Creiam-me grata pelo vosso trabalho e pelo vosso empenhamento.

Com a amizade da
CL Maria Teresa Correia
Assessora da Campanha Vamos Reflorestar Portugal do D115CN