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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O DIREITO À VELHICE

Moçambique e Portugal fazem parte da Organização das Nações Unidas, vulgamente denominada por ONU. Acontece que a 16 de Dezembro de 1991, pela Resolução nº 46/91 a Assembleia Geral da ONU aprovou a seguinte deliberação denominada DIREITOS DOS IDOSOS, que importa sempre lembrar:

INDEPENDÊNCIA
1. ter acesso à alimentação, à àgua, à habitação, ao vestuário, à saúde, a apoio familiar e comunitário.
2. ter oportunidade de trabalhar ou ter acesso a outras formas de geração de rendimentos.
3. poder determinar em que momento se deve afastar do mercado de trabalho.
4. ter acesso à educação permanente e a programas de qualificação e requalificação profissional.
5. poder viver em ambientes seguros, adaptáveis à sua preferência pessoal, que sejam passíveis de mudanças.
6. poder viver em sua casa pelo tempo que fôr viável.
PARTICIPAÇÃO
7. permanecer integrado na sociedade, participar activamente na formulação e implementação de políticas que afectam directamente o seu bem-estar e transmitir aos mais jovens conhecimentos e habilidades.
8. aproveitar as oportunidades para prestar serviços à comunidade, trabalhando como voluntário, de acordo com os seus interesses e capacidades.
9. poder formar movimentos ou associações de idosos.
ASSISTÊNCIA
10. beneficiar da assistência e protecção da família e da comunidade, de acordo com os seus valores culturais.
11. ter acesso à assistência médica para manter ou adquirir o bem-estar físico, mental e emocional, prevenindo a incidência de doenças.
12. ter acesso a meios apropriados de atenção institucional que lhe proporcionem protecção, reabilitação, estimulação mental e desenvolvimento social, num ambiente humano e seguro.
13. ter acesso a serviços sociais e jurídicos que lhe assegurem melhores níveis de autonomia, protecção e assistência.
14. desfrutar dos direitos e liberdades fundamentais, quando residente em instituições que lhe proporcionem os cuidados necessários, respeitando-o na sua dignidade, crença e intimidade. Deve desfrutar ainda do direito de tomar decisões quanto à assistência prestada pela instituição e à qualidade da sua vida.
AUTO-REALIZAÇÃO
15. aproveitar as oportunidades para o total desenvolvimento das suas potencialidades.
16. ter acesso aos recursos educacionais, culturais, espirituais e de lazer da sociedade.
DIGNIDADE
17. poder viver com dignidade e segurança, sem ser objecto de exploração e maus-tratos físicos e/ou mentais.
18. ser tratado com justiça, independentemente da idade, sexo, raça, etnia, deficiências, condições económicas ou outros factores.

Estes são os DIREITOS DOS IDOSOS consagrados pela ONU e que todos os países têm obrigação de prosseguir, adequando todos os meios ao seu dispôr para a sua concretização. Em Portugal nem sempre a família, a comunidade e as instituições correspondem ao que os idosos merecem. Em Moçambique habituei-me a verificar que os mais jovens sempre respeitaram os cocuanas e sempre os ouviram com atenção, certos de que os mais velhos são o repositório das tradições, do saber e do bom-senso que possibilitam aos mais novos progredir e fazer prosperar a sua comunidade. Os portugueses, e os europeus, têm muito a aprender, com as boas tradições africanas.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Água: ONU alerta para "crise muito séria" se hábitos de consumo não se alterarem

17.03.2009
Lusa

O mundo "vai enfrentar uma crise muito séria" se os comportamentos de consumo de água não se alterarem, alerta um relatório das Nações Unidas apresentado hoje no V Fórum Mundial da Água, que decorre esta semana em Istambul (Turquia).
A “inacção já não é uma opção”, lembrou Koichiro Matsuura, director-geral das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
"A água precisa de ter alta prioridade", alertou o responsável, lembrando que neste momento existem meios necessários para prevenir essa crise e que no relatório "Água num mundo em mudança", de 348 páginas, surgem muitos exemplos de boas práticas que os líderes políticos podem adoptar.
Matsuura lamentou que responsáveis pelo sector da água saibam há muito como actuar de forma sustentável, mas continuem a falhar no desenvolvimento de políticas e no reforço de meios humanos e financeiros para responder a esta questão.A explosão demográfica, o crescimento económico e as alterações climáticas são os principais factores que afectam o sistema da água no planeta, segundo o relatório.
Relatório olhou para situação hídrica em 25 países
O relatório estudou 20 casos e analisou a situação da água e saneamento em mais de 25 países e por regiões.
Em África, a "culpa" da pobreza se manter "virtualmente igual" desde a década de 1980 é em boa parte da má gestão dos recursos hídricos, conclui o documento. Na região da Ásia e Pacífico vive 60 por cento da população mundial com apenas 36 por cento dos recursos hídricos de todo o mundo.
Já na Europa e no Norte de África, a quantidade de água não parece ser um problema imediato, refere ainda o relatório, lembrando que os países da União Europeia estão a trabalhar juntos no sentido de estabelecer regras exigentes. A Estónia surge como o país exemplar no que toca ao uso eficiente da água: o consumo para a agricultura reduziu drasticamente e o preço da água subiu cerca de 25 vezes.
Segundo o documento, existe um outro problema, que tem a ver com a gestão das áreas urbanas europeias. Em Istambul, por exemplo, é preocupante a situação dos 12 milhões de habitantes da cidade, que vivem em dois continentes (Europa e Ásia), uma vez que os reservatórios de água são limitados e estão cada vez mais vazios: em 2004 estavam com 45 por cento da sua capacidade e em 2008 já só tinham 25 por cento.
Já na América Latina não existe falta de água potável - é a região mais rica do mundo no que toca a recursos de água potável per capita - mas esta abundância está a provocar problemas ambientais: a subida do nível das águas e as cheias.
"Temos aqui uma oportunidade para usar o relatório das Nações Unidas como um diagnóstico sobre a situação actual da água e avançar no sentido de criar soluções de mudança efectivas", disse Oktay Tabasaran, secretário-geral do Fórum.
Ger Bergkamp, director-geral do Conselho Mundial da Água, mostrou-se optimista quanto ao futuro e a importância do encontro, que decorre até ao final da semana em Istambul: "Acreditamos que teremos resultados positivos das reuniões a alto nível entre especialistas e governantes que estão a decorrer para desenvolver soluções sustentáveis para o problema mundial da água".
O maior encontro mundial sobre água começou ontem em Istambul, onde deverão participar cerca de 200 ministros de todo o mundo e representantes de mais de 300 organizações para debater e propor soluções sustentáveis para o consumo da água.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Aqui e agora, o outro nome da Paz

Al Gore partilhou o Prémio Nobel da Paz, em 2007, com o "Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU".
Lutaram para lançar as bases necessárias que possam mudar a má prática do homem nas alterações climáticas.

Por nosso lado, nós Lions, tudo faremos para que as nossas palavras não sejam estéreis.

Aqui e agora, o outro nome da Paz!

O nosso planeta passa por uma crise profunda e a humanidade vive uma época de duras provas a enfrentar.

O importante é a união dos pensamentos de todos, sabendo que estamos iniciando um esforço coletivo no sentido de nos tornarmos atentos e abertos aos problemas e dificuldades que assolam nosso planeta.

Esta é, também uma forma de contribuir, que não acarreta muito esforço.

Afinal, se o mundo puder ficar melhor, você também lucrará com isso.

Repetindo-me:

"A Terra não pertence ao homem; o homem é que a ela pertence.
Disto nós sabemos.
Todas as coisas estão interligadas, como os laços que unem uma família.
O que acontecer com a Terra acontecerá connosco.
O homem não teceu a teia da vida, ele é um fio da mesma.
O que ele fizer para a Terra, estará fazendo a si próprio".

Ame-se, amando.

CL Maria Teresa Correia