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quinta-feira, 25 de março de 2010

Campanha "Eu sou vigilante da floresta"




O Lions Clube de Ponte de Lima levou a cabo, ontem dia 24 de Março, acções de sensibilização para a necessidade e o benefício da defesa e preservação da floresta. Foram orientadas para os alunos do primeiro ciclo e do pré escolar do Agrupamento Vertical de Escolas da Correlhã. Durante a manhã a acção decorreu na escola sede, na Correlhã, enquanto que no Centro Educativo da Facha foi realizada no período da tarde.




Os Companheiros João Maria Carvalho e Agostinho Barros fizeram a apresentação do movimento Lion e dos objectivos da campanha.





A iniciativa teve o apoio e participação dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima.





O Lions Clube de Ponte de Lima agradece aos órgãos directivos do Agrupamento Vertical de Escolas da Correlhã e dos estabelecimentos onde decorreram as acções, bem como aos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima e Município de Ponte de Lima a colaboração proporcionada.

O Lions Clube de Ponte de Lima na Semana da Floresta e da Água

O Lions Clube de Ponte de Lima é um clube de serviços em permanente actividade. Numa atitude de constante perseguição de objectivos orientados para SERVIR, teve a oportunidade de poder contribuir com a sua experiência para um dos grandes objectivos do Clube: a preservação do meio ambiente. Neste contexto, o Clube pôde integrar e ser parte activa da Semana da Floresta e da Água que decorre em Ponte de Lima, de 18 a 24 de Março de 2010.

No dia 19 de Março, a partir das 10 horas, o Lions Clube de Ponte de Lima preencheu uma parte do programa Um Dia no Parque Florestal da Quinta de Pentieiros. Depois da abertura por Daniel Campelo, Director da Paisagem Protegida das Lagoas, o Lions teve oportunidade de levar a sua mensagem a alunos de três escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do nosso concelho. Numa sequência bem organizada, explicou às crianças quem era o Lions e os seus membros, quantos eram e o que faziam. Falou da acção “Eu Sou Vigilante da Floresta” e dos moldes em que é realizada, procurando incutir nas crianças e jovens o sentido de responsabilidade e a necessidade de muita atenção para com as causas relacionadas com a natureza. Aí foi referido que no dia 24 de Março o programa da Semana da Floresta e da Água iria prosseguir com a apresentação do programa “Eu Sou Vigilante da Floresta”, no Centro Educativo da Correlhã, às 10h15m.

Em seguida puderam as crianças assistir a um filme sobre a natureza e tomar parte numa acção mais experimental em que participara todas as forças de protecção à natureza e combate a incêndios, como Sapadores Florestais, Guardas Florestais, Grupos de Intervenção da GNR, Bombeiros e Associações Florestais.

No fim, as crianças voltaram a casa mais sensibilizadas para os assuntos da Natureza.

Lions Clube de Ponte de Lima – Um Clube de Serviços

O que é Lions

Lions é uma Organização Não Governamental (ONG) internacional constituída por clubes de serviço à comunidade, dedicados à ideia de que homens e mulheres que vivem numa comunidade estão na posição de saber quem precisa de ajuda e porquê. Estes clubes locais, mais de 43.000, fazem parte da maior organização de clubes de serviço do mundo, com 1,4 milhão de associados, servindo em 202 países e áreas geográficas.

A Associação, que não tem nenhuma filiação política nem sectária, foi fundada em Chicago, Illinois, EUA, em 1917, pelo agente de seguros Melvin Jones. Desde então, o Lions Clubs International tem oferecido aos seus sócios a oportunidade de compartilharem o seu trabalho e a sua dedicação com os mais desfavorecidos. A associação tornou-se internacional quando um clube foi organizado no Canadá, em 1920. Um ponto alto da história da organização foi o discurso feito na convenção de 1925 pela legendária Helen Keller que desafiou os Lions a tornarem-se os "paladinos dos cegos na cruzada contra a escuridão". Eles atenderam ao seu pedido e os Lions são hoje conhecidos pelos programas relacionados com a visão, incluindo SightFirst, o maior programa de prevenção à cegueira do mundo.

Enquanto os membros Lions falam muitas línguas e professam muitas religiões e crenças políticas, todos subscrevem objectivos e princípios éticos comuns, apoiados no lema Nós Servimos.


Funcionamento em Portugal

Em Portugal, os Clubes Lions estão associados ao Distrito 115 que, face ao número de sócios, distribuiu o trabalho pelos Distritos 115CN e 115CS que, por sua vez, se subdividem em Regiões compostas por várias Divisões formadas por 5 ou seis Clubes. O país conta com aproximadamente 3.200 sócios distribuídos por 118 clubes.


O Lions em Ponte de Lima

O Lions Clube de Ponte de Lima nasceu em Janeiro de 1987, por iniciativa do Lions Clube de Vila Praia de Âncora, pela mão do padrinho físico do Clube, o saudoso Companheiro Alfredo Pinto, médico conceituado. Assumiu a primeira presidência do Clube o CL Francisco Abreu Lima que teve o trabalho de “aquecer o motor” - como costuma dizer, e lançar o Clube. Fez um excelente trabalho, de que se orgulha, e que em primeira mão tinha como objectivo implementar apoio social aos mais carenciados do concelho, sobretudo ao nível dos problemas da cegueira, na linha dos objectivos da Câmara Municipal de Ponte de Lima, na sua qualidade de administradora da Fundação António Feijó, cujos bens se encontram numa instituição bancária de Estocolmo, na Suécia, onde o poeta foi ministro plenipotenciário.

Agora, com 23 anos de idade, o Clube conta com 26 sócios que ao longo do ano lionístico realizam actividades que perseguem os objectivos do lionismo, devidamente enquadrados pelo seu Código de Ética.

A Direcção que este ano tem presidido aos destinos do Clube é constituída pelo Presidente, CL Sérgio Gonçalves, Pelo Secretário CL Agostinho Barros e Pelo Tesoureiro José Barreiros

Atento às necessidades básicas da população, o Clube vai realizando tarefas que visam a sensibilização e a detecção de problemas (sobretudo de saúde) que afligem a humanidade e se orientam, outras vezes, para questões socioculturais.

Muito se tem feito, em Ponte de Lima, ao nível da divulgação, (e a Câmara Municipal tem tido papel preponderante, tanto neste como em anteriores executivos, com destaque para o do EngºDaniel Campelo, agora Presidente das Lagoas), ao nível da ajuda às pessoas mais carenciadas: distribuição de cadeiras de rodas, entrega de cabazes, entrega de material escolar, rastreios da visão, diabetes, glicemia, tensão arterial e IMC; ao nível da sensibilização, junto dos mais novos, para as questões da natureza e do ambiente bem como para as questões da saúde em geral.

Apostando na necessidade de promover a actividade física para preservação da saúde, o Lions Clube de Ponte de Lima tem promovido as Caminhadas da Solidariedade que têm contado com forte adesão da população.

O actual Presidente da Câmara, Engº Vítor Mendes, é membro e past-presidente do Clube ao qual, independentemente do lugar que ocupa, tem dedicado grande esforço e grande parte das suas energias.

O Concurso para o Cartaz da Paz.

A Campanha de Recolha de Óculos Usados, numa Vila que, ela própria, está incumbida de gerir a Fundação António Feijó, de apoio aos problemas da cegueira.

Na mesma linha têm sido feitos os rastreios à visão, co grande empenho, entre outros, da Companheira Isabel Mendes, ortoptista, Albertina Carvalho e Leonardo Gonçalves. As acções, têm permitido detectar problemas de visão e sensibilizar a comunidade para um problema recorrente na sociedade portuguesa.


Outros rastreios - Porque os AVC’s acontecem, porque a hipertensão aflige, porque a cegueira aparece, os Lions fazem sistematicamente, nas freguesias, rastreios do colesterol, glicemia, tensão arterial e IMC. Companheiros António Mário e Manuel Joaquim Parente, respectivamente farmacêutico e médico, e enfermeiras Companheira Conceição Brito, Maísa, Lídia, Carla e Raquel.


Convirá esclarecer que a Assembleia-geral das Nações Unidas aprovou uma importante resolução reconhecendo a epidemia de diabetes como uma ameaça global. Estima-se que mais de 230 milhões de pessoas sofram de diabetes, número que deve aumentar para assombrosos 350 milhões até o ano de 2025. As pessoas portadoras de diabetes correm o risco de perder a visão, devido à retinopatia diabética, doença que afecta a retina, o tecido sensível à luz localizado atrás do olho, que transmite mensagens visuais através do nervo óptico para o cérebro. Quando esse tecido delicado é danificado pela retinopatia diabética, o resultado pode ser a deficiência visual ou a cegueira.

Acção de sensibilização para as Questões ambientais: “Eu Sou Vigilante da Floresta”. Tem sido constante a colaboração de Companheiros como Leonardo Gonçalves e Rui Mimoso. Os Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, através do seu Comandante, Carlos Lima e seus antecessores, têm conseguido, todos os anos, por esta altura, entusiasmar as crianças e sensibilizá-las para um bem a conservar – a floresta.

Nós, Lions, estamos cá e pedimos a vossa ajuda: entre muitas coisas, continuem a lutar por um mundo mais limpo, com grande atenção à preservação e conservação da Natureza. Como? Não sujando, conservando, informando

O Lions Clube de Ponte de Lima continuará a SERVIR.

CL João Maria Carvalho


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Fórum Social Mundial 2009: Povos sem Estado pedem criação de agenda democrática internacional

Povos sem Estado pedem criação de agenda democrática internacional 01/02/2009 - 9h44m

Palestinos, bascos e outros representantes de povos e nações sem Estado defenderam, no Fórum Social Mundial, em Belém, a criação de uma agenda democrática social com objectivo de acabar com os conflitos armados envolvendo os territórios onde vivem. Eles estiveram reunidos ao longo de toda programação do FSM para debater alternativas capazes de reverter o actual cenário de guerras e confrontos, como os protagonistas Israel e o grupo palestino Hamas na Faixa de Gaza.
Yousef Habash, que faz parte do Comité pela Saúde na Palestina, disse que a criação da agenda poderá garantir a paz aos povos sem Estado. Habash criticou o apoio dado por governos internacionais a Israel, porque, na sua avaliação, isso contribui para a luta armada na região Palestina. 'Israel tem muitos líderes criminosos que devem ser levados à Justiça. Em 2005, Israel bombardeou Gaza com apoio de outros países. Não é Israel contra Gaza, mas contra parte da humanidade. Os israelenses estão matando não só nossos soldados, mas crianças e mulheres de Gaza', disse Habash.
As discussões realizadas no FSM pelos representantes de povos sem Estado tiveram como foco central a defesa do direito a autodeterminação dos povos. Na opinião do presidente do Centro Tamil pelos Direitos Humanos, Kiruba, a luta dos povos não reconhecidos (nações sem Estado) é fundamentalmente por se tratar de uma questão política e cultural.
' O direito democrático dessas pessoas, com capacidade de decidir o que querem, não está sendo respeitado. Um modelo político justo tem que permitir o direito de escolher, seja por meio de referendo, constituições ou mesmo de luta populares. Esses povos só terão sua própria identidade se tiverem suas tradições e costumes preservados ', comentou.
Kiruba disse que essas populações devem ter apoio internacional. ' Os processos de emancipação desses povos precisam da solidariedade internacional, sem injustiças e sem opressão ', declarou. 'A opressão de direitos colectivos e o não reconhecimento de povos e nações sem Estado contribuem para desencadear grandes lutas ', enfatizou Mohammed Fidati, membro da Frente Polisário (Saara Ocidental). ' Já os os processos de luta vitoriosos vão contribuir para a futura cultura de paz no mundo '.
Para Fidati, a agenda democrática deve conter uma estratégia de emancipação dos povos sem estado. Ele também criticou o trabalho da ONU. ' Precisamos de um verdadeiro instrumento de justiça e legalidade para sermos verdadeiramente nações e povos unidos no planeta '.

Índios discutem inserção através do ciberespaço 01/02/2009 - 9h25m

'Sou índia online, web jornalista, ciber activista e pesquisadora', diz a índia Aracé na roda de diálogo que ocorreu na tarde de sexta-feira (30) no Campus da UFPA. Intitulada ' Índios no ciberespaço: a experiência inovadora com meio alternativo de comunicação ', a actividade foi coordenada pelo sociólogo da UFPA, Alexandre Dias; pela antropóloga da UFRJ, Eneida Assis; e pelos índios Alex Pankararu e Ivana Potyra Té.
Por meio do GESAC, programa do Governo Federal coordenado pelo Ministério das Comunicações, a conexão de banda larga chega às comunidades via satélite e permite a interacção entre elas usando o portal ' Índios Online', que desde 2005 vem sendo a experiência dos índios com a Internet. O portal foi caracterizado como um movimento social indígena onde os nativos das comunidades indígenas podem denunciar, pesquisar, mostrar suas dificuldades, adquirir conhecimentos, lutar por seus direitos, além de prestar serviços para a comunidade contribuindo assim para o desenvolvimento da mesma.
O site funciona como uma rede interligada por algumas tribos brasileiras que representam os povos indígenas, já que, segundo Aracé, a imprensa tradicional geralmente distorce a verdadeira realidade dos índios. ' Só o índio pode falar de si mesmo, só ele sabe o que se passa em sua comunidade ', diz a índia. Uma das opções do ' índios online ' é o chat, uma sala de bate papo onde os índios cadastrados podem trocar experiências e, como a ferramenta é mais utilizada por jovens, ela os aproxima da realidade indígena, os faz sentir curiosidade sobre sua origem, além de valorizar sua própria cultura e tradições.
Os índios se cadastram no site, criam login e senha para depois estarem aptos a postar textos a respeito da sua realidade. Não há limite mínimo nem máximo de idade para os índios terem seus textos, arquivos de áudio, fotos e vídeos publicados no site e como não há edição nem selecção dos materiais, as regras sobre o conteúdo que pode ser divulgado depende de cada etnia participante (Pankararu, Xucuru Cariri, Cariri Xocó, Tumbalalá, Kiriri, Tupunambá e Pataxó-Hahãhãe) que estão distribuídas em 20 municípios e seis estados do Brasil.
Os índios acessam a Internet de suas próprias aldeias nas ocas virtuais ou centros digitais. O portal também oferece fóruns temáticos, uma área para o estudo (e-learning) e ferramentas para envio de e-mail's, apropriando-se assim de tecnologias para se unirem e juntos buscarem um futuro melhor para sua etnia.

Fórum discute racismo e intolerância religiosa 01/02/2009 - 9h0m

A diversidade afro-brasileira esteve na pauta do Fórum Social Mundial nesta sexta-feira (30) na palestra ' Religiões de Matriz Africana, contra a (In) tolerância e defesa da cultura negra ', proposta pela Associação dos Filhos e Amigos de Ilê Axé em parceria com o Grupo de Estudos Afro-amazónicos da UFPA (Geam). A actividade contou com a participação de professores convidados e sacerdotes do Candomblé. Segundo um dos palestrastes, professor Renato Soares, militante do Movimento Negro, o racismo é muito subtil e só se cristaliza nas disputas de poder. ' Negro não é grupo minoritário. É minoria apenas nos espaços de tomada de decisão ', diz. Ele falou ainda sobre a discriminação que atinge todas as pessoas e persiste principalmente no campo religioso no que diz respeito às religiões de matriz africana, estigmatizadas secularmente.
De acordo com o professor, as religiões afro são um meio de preservação da cultura negra, de resistência desde os primeiros anos do Brasil, ' o Candomblé foi diabolizado pelo europeu que o estigmatizou como feitiçaria. Feitiço é uma palavra europeia que não existe no Candomblé ', afirma o palestraste. Religiões de Matriz Africana, contra a (In) tolerância e defesa da cultura negra veio discutir e desmistificar concepções erradas em relação à cultura afro, extremamente rica e acolhedora. 'No Candomblé o mal e o bem não existem, são relativos. Não é uma religião dogmática, cada um tem sua própria verdade', enfatiza Renato.
O professor revela que muito do imaginário comum que se tem a respeito do Candomblé deve-se a cultura ocidental que não admite o diferente. ' Durante muito tempo o povo negro foi aniquilado, sentenciado à morte. Inclusive os padrões de beleza europeus construídos aqui contribuíram para a rejeição do povo negro ', conta Renato. Nesse sentido, o militante explica que o conflito, muitas vezes, é necessário para que se estabeleça harmonia e o primeiro passo para a resolução das questões externas é a aceitação interna. ' Se você não tiver consciência de quem é, será seu maior inimigo ', ratifica. Renato finalizou propondo o respeito entre as religiões e a tolerância entre os diferentes pensamentos. ' Segundo conceito, intolerância é a vontade de assegurar aquilo o que sou pela negação do outro como humano ', fala. Ele explica que quando não toleramos, consequentemente discriminamos e reduzimos a condição humana do outro. 'O respeito e a tolerância só podem existir a partir de uma relação de autoridade ', conclui.

Fonte Informativa (notícias acima): ORM - Brasil








Informação recebida de César Salazar Pimenta (Belém do Pará - PA) e CL Maria Teresa Correia (Viseu - PT)

Fórum Social Mundial 2009: Índios denunciam mortes

Índios denunciam mortes
Em 10 ou 20 anos, cinco tribos indígenas podem estar dizimadas. Os seus caciques improvisaram ontem um protesto invadindo o centro de imprensa

Quinze por cento das crianças das tribos Marubo, Mayorma, Matis, Kanamary e Kulina, no estado do Pará estão infectadas com hepatite B e esta percentagem sobe para 85 por cento, no caso de adultos dos 13 aos 40 anos. Na passada quinta-feira, Edilson Kanamary morreu de hepatite delta. Em 2008, houve seis mortes por este tipo de hepatite, mas também por sarampo e malária, numa população de 3700 indivíduos das cinco etnias. E os caciques, chefes das aldeias, temem que dentro de 10 ou 20 anos as suas famílias possam estar dizimadas.
Por tudo isto, um grupo de índios, com trajes tradicionais e setas empunhadas, invadiu ontem o centro de imprensa do Fórum Social Mundial (FSM), promovendo ali uma conferência de imprensa improvisada, para denunciar estas mortes no vale amazónico de Javari, nas fronteiras do Brasil, Colômbia e Peru.
Para estes representantes, a Funasa – Fundação Nacional de Saúde, uma instituição do Ministério da Saúde brasileiro para promover e proteger "a saúde dos povos indígenas" não faz nada. Estão sem receber medicamentos e arcas frigoríficas para os manterem. "A Funasa não está a tratar, tem de ter posto de saúde, médico, dentista, me preocupa muito", disse um cacique marubo.

Mais de um milhar passou pelo stand da Consolata
Já se começa a fazer o balanço. O movimento no fórum diminuiu talvez por causa da chuva ou porque se aproxima o fim. Embora cansados, os jovens não desarmam

A um dia do encerramento do Fórum Social Mundial 2009, já se nota uma diminuição do número de participantes a circular pelos espaços do fórum. As avenidas não estão tão repletas, até porque a chuva foi caindo de mansinho durante o penúltimo dia. Por outro lado, os movimentos e organizações intensificaram as suas manifestações.O stand da Consolata suscitou muito interesse e foram mais de um milhar de pessoas a pedir literatura e a conversar com missionários e missionárias sobre as actividades que desenvolvem nas missões, designadamente sobre os projectos apresentados no fórum: o projecto da água em Mokululu, no Quénia, a luta dos povos indígenas da Raposa Serra do Sol, de Roraima, Brasil, o Centro de Cultura Makua, em Moçambique, e o projecto da tribo Nasa, na Colômbia.No campus da Universidade Federal Agrária, é visível o dinamismo dos jovens, apesar do cansaço. São às centenas as tendas montadas no meio da relva encharcada de água e lama. Por todo o lado há cordas, esticadas entre duas árvores, carregadas de roupa ensopada de água. A 1 de Fevereiro termina o fórum. Estão preparados os últimos debates e comunicações. No final esperam-se as conclusões. E a festa chega ao fim. Valeu a pena, não obstante alguma desorganização e o incómodo do calor e da chuva.

«A prática é mais transformadora que a teoria»
Boaventura de Sousa Santos
é um português que arrasta pequenas multidões no Fórum. Para defender que é preciso "actuar hoje, amanhã pode ser tarde"

"Há uma necessidade de urgência de actuar hoje, porque amanhã pode ser tarde demais", alertou ontem o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, numa das suas intervenções no Fórum Social Mundial, em Belém do Pará.
Perante umas três centenas de pessoas, muitas em pé e fora da tenda onde decorria o debate sobre "Diversidades e mudanças civilizacionais – a utopia do século XXI?", Sousa Santos defendeu a necessidade de combater "o nosso inimigo interno, a cabeça". Segundo o sociólogo, "a prática é mais transformadora que a teoria, a teoria tem de ir atrás", uma sugestão que motivou fortes aplausos, de uma assistência rendida desde o primeiro minuto.
Boaventura de Sousa Santos entende que "as utopias constroem-se no concreto" e que os movimentos progressistas devem adoptar "as línguas que não sejam colonialistas". Mas para concretizar estas utopias, o caminho tem de ser mais realista. "Antes tínhamos um instrumento, a revolução. Esse modelo falhou, fez mudanças rápidas, mas não fez a mudança civilizacional." E o Fórum tem de tornar mais visíveis as suas propostas, para que o mundo as conheça, defendeu.

Fonte Informativa: FÁTIMA MISSIONÁRIA 31-01-2009



Informação recebida de César Salazar Pimenta (Belém do Pará - PA) e CL Maria Teresa Correia (Viseu - PT)

Fórum Social Mundial 2009: O continente mais cristão é aquele que menos partilha o pão

O continente mais cristão é aquele que menos partilha o pão
João Paulo II foi citado numa noite em que a palavra socialismo rimou com eficiência e contra o imperialismo. Cinco presidentes latino-americanos estiveram no Fórum

A América Latina vive um "paradoxo", para o Presidente equatoriano Rafael Correa: "Ser o continente mais cristão e ter a maior exploração [de trabalhadores] no mundo." E ilustrou: "Jesus Cristo partilhou o pão, mas este continente não partilha o pão."
A noite de quinta-feira (já madrugada de sexta-feira em Portugal) era de festa, muita festa, um comício travestido de conferência. No Hangar – Centro de Convenções de Belém, no Pará, os participantes do Fórum Social Mundial acolheram em euforia cinco presidentes latino-americanos: Evo Morales, da Bolívia, Fernando Lugo, do Paraguai, Hugo Chávez, da Venezuela, Rafael Correa, do Equador, e o anfitrião Lula da Silva.
A palavra socialismo foi das mais ouvidas na noite e rimou com justiça e "muito mais eficiência", como disse o mesmo Correa. Que explicou então as suas ideias com as palavras de João Paulo II: "O trabalho humano tem de estar acima da economia", como defendeu o Papa polaco. "A economia tem de ser centrada no trabalho humano e não o trabalho humano centrado na economia", sublinhou.
Já Lula da Silva acabaria por recordar o teólogo Leonardo Boff, para dizer que "está provado que Deus escreve crise por linhas tortas. Agora, a crise é deles, não é nossa", é dos países ricos, disse o Presidente brasileiro. "Durante 20 anos venderam-nos a ideia que o Estado não prestava, o deus-mercado resolvia tudo. Agora ele quebrou." Mas Lula entende que esta crise "é também uma oportunidade para mudar a política". Há 100 mil participantes do Fórum que entendem o mesmo.
Semelhanças entre África e Américas
Missionários da Consolata levam "retratos da sabedoria" de povos da Colômbia, Brasil e Moçambique ao fórum, "como garantia de sobrevivência do planeta e da humanidade"

"Ainda não encontrei nada neste fórum que não esteja enunciado neste livro, «Biosofia e Bioesfera Xirima»", Afirmou José Frizzi a mais de meia centena de participantes no painel que os Missionários da Consolata promoveram no fórum. Há 38 anos em Maúa, Niassa, Moçambique o missionário apresentou diversos volumes sobre costumes, cultura e religião do povo makua.
José Frizzi sublinhou a importância do conhecimento da língua e interrogou: "Com quem está a dialogar quem transmite a cultura numa língua estrangeira?". Para acrescentar: "É necessário transmiti-la na língua materna". O missionário criou o Centro de Cultura Makua, começando pelo estudo aprofundado da língua xirima. "Sente-se a necessidade de democratizar a palavra", em vista de "um futuro eco e eticamente mais consistente".
Os dois termos escolhidos para título da obra que apresentou: "biosofia e biosesfera", sublinham "o valor cardeal da vida na etnia makua", uma das poucas tribos em que predomina o maternalismo. O mito central da cultura makua ensina que "tudo vem do útero materno de Deus", explicou o missionário.
Em seguida o missionário mostrou como o makua aponta "critérios de diálogo cultural, para valorizar a alteridade". E explicou com o exemplo do camaleão, como paradigma da alteridade. Este animal tem uma simbologia diferente da nossa na cultura makua. E explicou: "O camaleão sai de casa lenta e cautamente para a descoberta do outro". Em seguida "vira os olhos em todas as direcções para conhecer o mundo. Precisa de espaço".
Pouco a pouco o camaleão "muda de cor e assume a cor do ambiente que o rodeia". E explica: "Adapta-se ao ambiente, mas garante a sua identidade". E continuou a apresentar a lição que a cultura consegue colher da maneira de estar deste pequeno animal. A terminar reproduziu algumas perguntas que a cultura makua faz, tendo sempre a água como resposta. "A verdadeira riqueza de Deus é a água".
O painel debateu ainda a cultura e vida dos povos da Raposa Serra do Sol, de Roraima, Brasil, assim como o povo Nasa da Colômbia. Tratou-se de um painel muito concorrido, numa sala da Universidade Federal, e que suscitou muito interesse na assembleia, composta por ouvintes de várias idades e proveniências.
Chavez foi vedeta entre presidentes
Sindicalistas convidam quatro presidentes para o fórum

Teceram louvores ao socialismo contra o imperialismo Rafael Correa, do Equador, Fernando Lugo, do Paraguai, Evo Morales, da Bolívia, e Hugo Chavez, da Venezuela. A presença dos quatro presidentes latino-americanos no fórum de Belém, pela primeira vez, foi um espectáculo de música e cor. Aliás o próprio discurso de cada um foi nessa linha, em que Hugo Chavez é mestre.
O fórum é um evento vedado aos políticos como tal, mas onde podem estar presentes como qualquer outro cidadão. Convidados pelo movimento sindical brasileiro, os quatro presidentes aproveitaram bem a circunstância que lhes foi oferecida, para desenvolver o seu pensamento sobre a integração popular no caminho da América Latina.
No uso da palavra todos os presidentes se apoderaram, de algum modo, dos temas e lutas próprios do fórum social, como a luta contra a escravidão, neocolonialismo, contra a pobreza, a luta das mulheres latino-americanas. De certo modo verifica-se uma luta pela apropriação de temas que são património dos nove fóruns já realizados.
Aliás, o governo brasileiro está a aproveitar o fórum para transmitir aos participantes uma imagem positiva do seu trabalho, procurando justificar causas que são polémicas e Contestadas pró diversos grupos. Não faltam cartazes bem elucidativos desta política.
No final do dia, 29 de Janeiro, o presidente Lula juntou à sua volta os outros quatro presidentes, num encontro com o público, para mais uma vez apregoar a solidariedade internacional dos povos latino-americanos.
Outra economia é possível
Três pavilhões e vários standes na margem esquerda do rio que atravessa o recinto do fórum albergam dezenas de lojas de comércio équo, sob a designação de economia solidária

Francisco Cardoso, de 73 anos, com a Beatriz estão à frente do stande de uma associação da ilha de São Mateus e Cafezal, no Pará, junto da ilha de Marajó. Os associados fabricam objectos de barro, que têm "as sementes de árvores deixadas pela maré. "A Amazónia está em grande sofrimento", explica Francisco. "Os barcos estão a destruir, com a força das ondas, árvores e terreno, sobretudo a argila".A associação Agro-Extrativista Natureza e Arte foi fundada há três anos, para promover a inclusão social. Está voltada para as pessoas idosas e, sobretudo, para adolescentes. "São jovens que se encontram pelas esquinas e damos-lhe ocupação", explica Francisco, reeleito coordenador da associação. "Assim evitamos que vão para a criminalidade".A associação não tem fins lucrativos. Fazem peças de barro a partir de "sementes de jupati, pikiá, maniuera, pitaica e andiroba". O trabalho não é pago. Em cada cinco peças que confeccionam, os artistas levam três para vender. As outras duas ficam para a associação, que as coloca no mercado e no museu Emílio Guedes. A associação conta 240 famílias associadas, que pagam uma jóia mensal de três reais.
Consolata apresenta actividades no fórum
Mais de cem mil participantes percorrem os espaços das Universidades Federal e Agrária de Belém. São milhares de stands com as mais variadas propostas de causas e lutas
Na área 17, na Universidade Federal da Amazónia, um punhado de missionários e missionárias da Consolata aborda os passantes, responde a interpelações e distribui desdobráveis e cdês. O projecto da água, no Quénia, e a escola de artes, em Moçambique são as actividades que "maior interesse despertam", explica António Fernandes, missionário da Consolata, o promotor da participação no fórum. São seis dezenas entre missionários, missionárias e leigos.António Fernandes, conselheiro da Consolata para as Américas, explica que esta participação pretende "dar a conhecer o trabalho dos missionários e missionárias com os diversos povos". As visitas ao stand têm sido muitas, com um bom acolhimento. Os missionários estão a "mostrar um caminho de interacção com os povos". São projectos interessantes e solidários. "Ainda há pouco estive com três ou quatro professores que ficaram encantados e desejam levar os projectos às suas escolas".Além disso os missionários pretendem "dar a conhecer o Instituto e os povos com quem trabalham". Assim a 30 de Janeiro terão uma mesa-redonda para apresentar as experiências desta interação". Para isso estarão presentes missionários que estiverem no desenvolvimento dos projectos, tanto de África como da Colômbia.Seis dezenas de missionários, missionárias e leigos da Consolata que participam nas actividades do fórum. É uma boa oportunidade para "tomar consciência de que o Reino de Deus se constrói com muitas outras experiências de vários âmbitos, de fora e de dentro da Igreja", explica António Fernandes. "Aprender com essas experiências e, quem sabe, apropriar-se de algumas delas no âmbito religioso, ecológico e social". Por outro lado o conselheiro geral da Consolata espera que os participantes "levam essa experiência para os seus grupos de trabalho". Sonha que, um dia, a proporção dos participantes se possa inverter: "um missionário acompanhado de quatro ou cinco leigos com quem trabalhamos".

Cinco quilómetros de marcha e muita chuva
A marcha de abertura do Fórum Social Mundial de 2009 paralisou o trânsito no centro histórico de Belém. A chuva torrencial, que se abateu sobre a cidade, mais pareceu uma bênção do que um estorvo

Nuvens negras toldavam o céu. "Vai chover, amigo?", perguntei ao guarda da casa onde moro estes dias, em Icoarací, antes de entrar para o autocarro que me haveria de conduzir ao cais do porto, junto ao mercado Ver-o-Peso. O indivíduo levanta o braço e olha para o relógio: "Lá para as quatro", responde num tom seguro. Os manifestantes dirigem-se aos milhares com as suas bandeiras e faixas, que dão um tom colorido e alegre à cidade. O trânsito torna-se cada vez mais difícil à medida que nos vamos aproximando do local onde terá início, às 16 horas, a marcha em direcção à Praça do Operário, em frente do Centro Rodoviário. O céu ameaça abrir-se. As colunas de som alternam cânticos com slogans. A longa coluna humana começa a mover-se e a chuva começa a cair torrencialmente durante cerca de uma hora.Bandeiras e faixas coloridas desfilam pelas ruas da cidade, mostrando lutas vivas do povo: de organizações e grupos que estarão presentes no fórum com os mais diversos meios para dar a conhecer as suas causas. Distribuem-se folhetos onde se explicam as razões e objectivos de tantas lutas e sacrifícios. Em vez de fazer esmorecer o entusiasmo, a chuva parece fazer aumentar o entusiasmo e a alegria. De vez em quando os organizadores da marcha cortam o cortejo para deixar passar o trânsito que entretanto se tornou caótico. Nas ruas que conduzem ao percurso da marcha acumula-se a polícia que de uma maneira discreta e distante, mas atenta, segue o desenrolar dos acontecimentos.Passadas cerca de duas horas, a manifestação está na Praça do Operário e começa o espectáculo. Os numerosos povos índios, do Brasil e dos países vizinhos sobem ao palco para exibirem as suas danças e fazerem as suas revindicações: "Hoje é dia de alegria, mas todos os dias são dias dos índios", clama o apresentador. O tempo torna-se curto e os grupos passam apenas a dizer o seu nome e donde são. Pouco a pouco cai a noite e os manifestantes começam a abandonar o local. Começou o Fórum Social Mundial 2009, em Belém, no Pará, Brasil.

A chuva desabou na cidade mas não esmoreceu a festa
Na abertura do evento, a festa fez-se numa "grande caminhada" pelas ruas da capital paraense. Mas ninguém arredou pé

O céu desabou sobre Belém do Pará na abertura do Fórum Social Mundial, quando os quase 100 mil participantes desfilaram pelas ruas do Cais do Porto à Praça do Operário, onde os povos indígenas dirigiram a festa final. Sob uma bandeira enorme contra o trabalho escravo, muitos ajudaram a subir o pano para abrigar todos os que procuravam proteger-se da água que caía aos magotes. Ali debaixo nascia uma confraternização informal. Outros, muitos outros, optaram por seguir caminho com a festa a acontecer à chuva – dança, cantigas, palavras de ordem, cartazes que iam da pequena reivindicação de um bairro ou de uma cidade até à quase utopia da "aldeia da paz". Partidos políticos, comissões locais, sindicatos, movimentos internacionais, organizações religiosas, representantes de povos indígenas, grupos de animação cultural ou manifestantes isolados com pedidos particulares, velhos e novos, a polícia à margem, todos cabiam no desfile, todos cabem no Fórum.Esta quarta-feira arrancam os debates e as sessões temáticas nos dois espaços nobres do Fórum – a Universidade Federal e a Universidade Rural. Mas, como se orgulham as autoridades, todo o Pará "é território do Fórum Social Mundial". A chuva há-de voltar, à tarde.

Fonte Informativa: FÁTIMA MISSIONÁRIA 28-01-2009
Informação recebida de César Salazar Pimenta (Belém do Pará - PA) e CL Maria Teresa Correia (Viseu - PT)

Fórum Social Mundial 2009: Seis dias por um outro mundo


Hoje é a grande caminhada em Belém, a abertura do evento que diz que "um outro mundo é possível"
Arranca esta terça-feira o Fórum Social Mundial (FSM) na capital do Estado brasileiro do Pará. Belém apresenta-se como o "território do FSM" e como tal é hoje palco da abertura com uma grande caminhada que arranca do Cais do Porto, local vivo da cidade, até à Praça do Operário. Serão 100 mil participantes convidados a participarem com "suas cores e símbolos", marcando a chegada do FSM de terras de África à Amazónia.
Cada dia é tempo de celebrar diferentes motivos: a 28, primeiro dia para as mais de 2400 actividades previstas, a Pan-Amazónia é debatida sob os 11 objectivos a que se propõe o FSM – e entre estes um conjunto deles que entroncam na actual crise mundial, como o "acesso universal e sustentável dos bens comuns da humanidade e da natureza" ou o "cancelamento da dívida externa dos países mais desfavorecidos".
No final, domingo, 1 de Fevereiro, é o dia das alianças. No fundo, traduzir as convergências possíveis entre os milhares de participantes e organizações sociais presentes. Num primeiro momento, diferentes assembleias sectoriais entre "redes com temas e lutas afins" definirão "propostas concretas sobre as campanhas, manifestações ou qualquer outra actividade". Depois, num segundo momento, tem lugar um grande evento, a "assembleia das assembleias", para apresentar os resultados finais. Porque, acreditam os promotores e participantes deste FSM, "outro mundo é possível".

Fonte Informativa: FÁTIMA MISSIONÁRIA 27-01-2009

NOTA: Amanhã, 01 de Fevereiro é dia das alianças

Informação recebida de César Salazar Pimenta (Belém do Pará - PA) e CL Maria Teresa Correia (Viseu - PT)

Fórum Social Mundial 2009: Jovens animam fórum

Hoje dia 31/01/2009... as "minhas e de Pimenta"

Manifestam-se, participam nos debates, estão à frente dos stands, aparecem por todo o lado, animando o ambiente com seus cantos e danças "Está tudo muito caro", explica o Luís que veio de Manaus. Referia-se aos comes e bebes, mas também ao comércio que prolifera um pouco por todo lado nos recintos do fórum. "Já a viagem é cara e difícil", acrescenta. De Manaus a Belém ou vem-se de barco e "demora quatro ou cinco dias", ou então de avião. "E a passagem é cara". O Luís, que estuda antropologia, participa pela primeira vez no fórum. "Há uma grande desorganização", comenta. De opinião contrária é Ariana, uma jovem de Belém, que ensina sociologia na universidade: "Está tudo legal". Sentada com duas amigas na grande tenda de Cuba, que celebra 50 anos de revolução, Ariana fala com entusiasmo do fórum, da sua Belém, da Amazónia.
Ariana e as suas amigas estão desligadas do discurso que as mulheres cubanas vão proferindo. Com elevados níveis de decibéis tecem elogios à revolução cubana, aos êxitos conseguidos pelas mulheres do seu país. Uma marcha de jovens passa em frente da tenda, param e ovacionam Fidel Castro. Em seguida partem cantando e gritando slogans.

Fonte Informativa: (FÁTIMA MISSIONÁRIA) 31-01-2009
Informação recebida de César Salazar Pimenta (Belém do Pará - PA) e CL Maria Teresa Correia (Viseu - PT)

sábado, 31 de janeiro de 2009

Fórum Social Mundial 2009

Informação recebida de César Salazar Pimenta (Belém do Pará - PA) e CL Maria Teresa Correia (Viseu - PT)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Fórum Social Mundial 2009: Notícias de hoje (30/01/2009)

Presidente da Bolívia, Evo Morales e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - FSM 2009

Lula admite propor amnistia a todos os imigrantes ilegais
30/01 – (fonte de informação Brasileira)

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu hoje que o governo brasileiro poderá propor ao Congresso a aprovação de um projecto de amnistia a todos os imigrantes ilegais. Em resposta a uma pergunta sobre essa possibilidade, o presidente afirmou: "O Brasil pode dar o direito de as pessoas continuarem no Brasil.
Este país tem lição a dar ao mundo sobre tratamento aos imigrantes. Desde 1850 - não vou falar nem dos portugueses que chegaram em 1500 -, os imigrantes foram tratados com respeito", afirmou, em Belém, onde chegou hoje para participar do Fórum Social Mundial.
À noite, os presidentes que participam do FSM estarão no seminário "A América Latina e o Desafio da Crise Financeira", no Fórum Social. Chegaram com Lula a Belém os ministros Tarso Genro, da Justiça, Dilma Rousseff, da Casa Civil, Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e Luiz Dulci, da Secretaria Geral da Presidência da República."

Lula, Chávez e Morales pedem "unidade" face à recessão
30/01 – (fonte de informação Portuguesa)

"Num dos momentos mais esperados do Fórum Social Mundial, em Belém do Pará, Lula da Silva e Hugo Chávez voltaram a apontar baterias contra o modelo económico "neoliberal e capitalista" que fez resvalar o mundo para a actual crise financeira internacional.
Ontem, o Presidente brasileiro recebeu os líderes de Bolívia, Evo Morales, Equador, Rafael Correa, Paraguai, Fernado Lugo, e o venezuelano Hugo Chávez - no discurso dos chefes de Estado, um ponto comum: graças aos avanços da esquerda, a América Latina está melhor preparada para enfrentar a onda de recessão económica."
Informação recebida de César Salazar Pimenta (Belém do Pará - PA) e CL Maria Teresa Correia (Viseu - PT)

quinta-feira, 26 de junho de 2008

II Caminhada da Solidariedade

O Lions Clube de Ponte de Lima promoveu, no último domingo dia 22, a realização da sua II Caminhada da Solidariedade.
A iniciativa tinha como objectivos o despertar das pessoas para as questões da saúde motivando-as para os benefícios da prática do exercício físico; a angariação de fundos para as campanhas de ajuda ao próximo que o Movimento Lion promove ou apoia; a sua divulgação e promoção; o estimular do contacto com a natureza e com o património; e ainda a promoção do convívio e da amizade.
O balanço é extremamente positivo uma vez que cerca de oito dezenas de caminheiros de todas as idades fizeram um percurso urbano com cerca de 6 kms que teve o seu início na Praça de Camões, atravessando a ponte romana, passando pela ecovia e contornando o Festival de Jardins, com passagem pelo Largo da Além da Ponte, contornou o Parque Temático do Arnado, de regresso à vila novamente pela ponte romana, foi percorrida a Alameda de S. João, seguindo pelo caminho do rio até ao relvado sintético atravessando as Veigas de Crasto, seguindo-se depois pelo antigo caminho da Veiga e pelo Caminho do Colhumbeiro, pelas ruas Conde de Bertiandos e Dr Luis Cunha Nogueira, seguindo pelas Pereiras até ao Largo de S. João e pela Rua do Rosário regressou-se ao ponto de partida. Desta forma foi possível ter crianças e pessoas mais idosas a participar; foi possível dar a conhecer locais de menor frequência num contacto permanente com a natureza, o rio Lima e o património edificado. Com verdadeiro espírito solidário todos puderam usufruir de momentos de companheirismo e verdadeira amizade.
A caminhada contou com a presença do futebolista Barroso que se fez acompanhar, da família, transmitindo ao longo do percurso o seu apreço por Ponte de Lima, fazendo visitas com alguma regularidade conforme informou. O apoio do Agrupamento de Escuteiros de S. João da Ribeira foi permanente ao que se juntou o profissionalismo e a disponibilidade dos agentes da PSP e GNR estando presentes em todos os pontos onde eram necessários.
Desta forma a actual direcção do Lions Clube de Ponte de Lima e depois de ter realizado durante o presente ano lionístico a Homenagem a António Feijó com colocação de lápide no local onde existiu a sua casa, rastreios à glicemia, tensão arterial, colesterol e IMC para adultos na Correlhã e Vitorino das Donas, à visão aos alunos do 1º ciclo das escolas da Correlhã, Facha e Vitorino das Donas, de ter levado às mesmas escolas os Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima em acções de sensibilização para as questões do ambiente, da ecologia e da defesa da floresta contra incêndios, de ter promovido a participação no concurso Cartaz da Paz que se realiza a nível global, sente-se com o seu sentido de missão cumprido em que o movimento Lion saiu positivamente reforçado.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Defesa da Floresta - Mensagem da CL Maria Teresa Correia, Assessora da Campanha "Vamos Reflorestar Portugal"

Companheiras e Companheiros,

Uma palavra primeira de agradecimento ao LC de Ponte de Lima, pela divulgação na página do seu Clube da mensagem que fiz seguir via difusão, sobre a temática "Defesa da Floresta".
Tema da actualidade que preocupa globalmente o mundo inteiro e da responsabilidade de todos nós, em que como Lion "Assessora da Campanha Vamos Reflorestar Portugal" me sinto e estou empenhada de "alma e coração".
O meio ambiente agradece também.
Brevemente darei mais notícias.

Saudações Lionísticas com elevada estima

CL Maria Teresa Correia
Assessora da Campanha "Vamos Reflorestar Portugal"
D115CN - Portugal

(parabéns pelas vossas actividades... que eu gostaria de ver seguidas no meu Clube)